Em 2000 X-Men surgiu como uma grande novidade nos filmes de super-heróis, trazendo uma maior seriedade para eles. Pode-se dizer que a série foi precursora de uma grande onda de adaptações de quadrinhos que passou a figurar no mercado cinematográfico desde então. A trilogia inicial foi boa, sobretudo os seus dois primeiros filmes, depois vieram alguns escorregões, sobretudo nos dois filmes do Wolverine. Com o ótimo “X-Men – Primeira Classe“, a franquia reencontrou os eixos e se manteve como uma das mais interessantes quando se trata de super-heróis no cinema. X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido chega com a missão de manter este nível, sempre correndo o risco de se tornar repetitivo, tratando-se de uma franquia já com sete filmes.

A volta do diretor Bryan Singer foi comemorada por grande parte dos fãs. Ele dirigiu os dois primeiros filmes da franquia, além de ter colaborado no roteiro de “Primeira Classe”. Seu retorno sem dúvida é extremamente interessante para o filme, posto que há neste um diálogo entre as duas gerações apresentadas até agora no cinema.

Tal diálogo, aliás, se mostra uma ótima artimanha emocional com os fãs, trazendo uma cena de encontro de gerações que fará vibrar os fãs mais ávidos.

Como todos os filmes da franquia, as coisas acontecem de maneira um tanto diferentes da HQ. O que pode desanimar fãs mais xiitas, na verdade é uma consequência natural de toda adaptação de obras para outras linguagens. Os X-Men no cinema acabaram construindo um outro universo, diferente dos quadrinhos, mas não menos interessante.

Dias de Um Futuro Esquecido usa a fórmula da viagem no tempo para compor sua história e, apesar de cair em alguns clichês do gênero, consegue estruturá-la muito bem, sem soar demasiadamente didático e nem confuso aos espectadores. Tal fórmula permite a incursão de novos mutantes, tanto no passado quando no futuro. Destaque para Mercúrio que protagoniza uma das melhores cenas do filme.

Apesar da incursão dos novos personagens, este é o filme da franquia onde o foco narrativo se prende ao menor número de personagens, o que é ótimo, afinal deixa de lado um dos grandes desafios mal sucedidos dos filmes anteriores, que ao explorarem um grande número de personagens, acabavam deixando vários com desenvolvimentos bem desinteressantes.

Xavier, Magneto, Mística, Wolverine (sempre ele), e Fera (ganhando mais espaço desta vez), compõe o time principal em Dias de um Futuro Esquecido e as suas complexidades são muito bem desenvolvidas, fazendo-os assim personagens ainda mais interessantes.

O antagonismo de Dias de um Futuro Esquecido talvez seja seu ponto mais fraco. Dividido entre seres sem personalidade, ainda que extremamente poderosos, e um cientista que não é lá tão malvado, acaba ficando aquém de outros vilões que a franquia apresentou. Mas ainda é interessante destacar a ótima atuação de Peter Dinklage.

No fim das contas Dias de um Futuro Esquecido consegue cumprir seu papel de manter a franquia interessante e ainda com o charme de trazer de volta antigos atores. A cena pós-créditos promete entusiasmar os fãs mais aficionados dos quadrinhos.

Trailer do Filme X-Men – Dias de um Futuro Esquecido

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