A Virada Cultural já terminou e o balanço é positivo, apesar dos índices de violência apresentados. A Virada não pode acabar, São Paulo precisa ser ocupada, o centro da cidade revitalizado e a cultura ajudar a construir uma sociedade mais crítica, mesmo que certas apresentações não estejam à altura do termo “Cultura”. Acompanhamos alguns momentos interessantes dessa virada. Confira!

IRA! (Palco Julio Prestes) – Virada Cultural

O melhor evento do festival, a abertura da Virada Cultural 2014, teve o retorno do Ira!, banda que volta a ativa e mostra estar afinada para a maratona de shows que enfrentará durante o ano. Apresentando sucessos de carreira e uma nova formação com destaque para o ótimo baterista Evaristo Pádua e o sempre competente Edgar Scandurra, um dos melhores guitarristas do nosso país, o Ira! agitou o público e mostrou ter um repertório consistente durante os 90 minutos de show. Apesar do esforço da organização em distribuir as caixas, o som pareceu um tanto baixo em alguns momentos da apresentação.

KARINA BUHR (Sesc Consolação/Ginásio Vermelho) – Virada Cultural

Muitos enfrentaram fila para retirada de ingresso e fila de espera para assistir a performance de Karina Buhr na Virada Cultural. Tanta espera poderia ser evitada, havia bastante espaço e no final era possível entrar na apresentação sem o ingresso, em parte por desistência de pessoas que migram para outros eventos. Karina Buhr fez uma releitura interessante de clássicos do Secos e Molhados, em parte prejudicada pela péssima acústica do ambiente, era difícil entender as famosas letras do mitológico grupo de Ney Matogrosso. Destaque para o assassinato da música Amor que tem o baixo como uma grande referência, inexistente na versão da banda de Karina.

JESSIE EVANS (Sesc Consolação/Teatro Anchieta) – Virada Cultural

Onde está Jessie Evans? Depois de 30 minutos de atraso, incomum para o padrão Sesc, foi melhor sair e procurar outra atração.

KARNAK (Sesc Consolação/Ginásio Vermelho) – Virada Cultural

A apresentação com ingressos esgotados do Karnak também tinha espaço de sobra. O divertido grupo, também prejudicado pela acústica do ginásio, apresentou sucessos de carreira na Mise en scène habitual. André Abujamra aproveitou para dizer que a banda não acatará o apelo dos fãs para mais shows. Serão apenas 2 shows por ano e ambos em São Paulo. O próximo álbum de inéditas está previsto para 2019. Brincadeiras a parte, o Karnak representa bem o quão atraente pode ser uma apresentação regada com muita criatividade, mesmo sendo quase impossível entender, por conta da acústica, as letras das músicas.

MARTHA REEVES & THE VANDELLAS (Palco Julio Prestes) – Virada Cultural

A chuva deu um banho de água fria no público do encerramento da Virada Cultural. Uma pena não poder acompanhar Martha Reeves & The Vandellas, principalmente depois de ver o documentário vencedor do Oscar,  A um passo do Estrelato.

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