Del Toro e sua versatilidade agora surgem com robôs gigantes com a missão de salvar a Terra de alienígenas que surgem de uma fenda do oceano. Se não soubéssemos, dificilmente diríamos que é o mesmo diretor de “O Labirinto do Fauno”. O diretor se arriscou em um gênero famoso por seus clichês e roteiros fracos e inexistentes e fez um filme que respeita os fãs de batalhas épicas e explosivas, humanizando-o dentro do possível.

Tudo que um fã deste tipo de filme gosta está ali, monstros e robôs gigantes, muito bem construídos, e aqui falo dos efeitos especiais e de suas formas, que travam batalhas homéricas cheias de adrenalina e explosões. Muitas cenas lembram os antigos seriados japoneses com aqueles monstros em stop motion lutando contra um Ultramen gigante ou um robô controlado pelos Changeman ou pelos Power Rangers, rendendo uma boa dose de nostalgia.

Acho que já podemos superar o fato de serem os americanos a produzirem e pilotarem os robôs e lutarem contra o “mal”, eles é que colocam a grana no filme, é a língua que mais vende no mercado cinematográfico, podemos pular este tópico, não é?

O diferencial deste filme é na dramatização da coisa, item que inclusive os fãs de filmes explosivos admiram, não são história vazias ali, há uma porção de plots e sub-plots que em momento algum são deixados de lado no desenvolvimento da história. Talvez o principal trunfo do filme tenha sido desenvolver um sistema no qual os operadores dos robôs compartilham suas mentes, conseqüentemente suas memórias, para conseguirem operar o robô e é daí que se tira boa parte do que se tem de mais interessante no filme, inclusive no uso disto por um dos personagens cientistas, que não vou explicitar para quem não assistiu o filme ainda, mas que colabora bastante para manter o filme interessante.

Obviamente que há clichês, não estamos aqui falando de uma obra prima ou coisa do gênero. Há também algumas coisas que não somam tanto ao filme, ou até podem fazer um desserviço a este, como é o caso da dupla dos cientistas, ao meu ver. Porém estamos falando de um filme que trata de lutas entre robôs e monstros gigantes, e dentro desse nicho de filmes, “Círculo de Fogo” é honesto e respeitoso com seus espectadores. É só pegar a pipoca e aproveitar a sessão.

Assista ao Trailer de Círculo de Fogo

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