O desejo de algumas gerações de adolescentes e pré-adolescentes finalmente tornou-se realidade, a épica música de Renato Russo ganhou sua versão cinematográfica.

Adaptar qualquer tipo de obra é sempre um desafio, torna-se ainda mais difícil quando se trata de algo tão icônico como a música Faroeste Caboclo. Mas os roteiristas não fizeram feio. Sabendo podar partes menos importantes e semeando com bastante criatividade os vazios deixados pela música, não devem desapontar os fãs da música (diferente do insonso Somos Tão Jovens, que também tinha como público gerações de fãs de Renato Russo e sua Legião).

O diretor, estreante em longas, René Sampaio faz um trabalho bastante interessante somado ao roteiro. Há no filme influências de filmes de faroeste, de máfia e até de filmes de prisão, construindo ótimas sequências. A mão do diretor e as atuações pesam pro lado do cinema e não pro tom novelesco que consome como praga boa parte dos maiores filmes do país. Uma das poucas coisas que incomoda é a narração em off, usada de forma irregular e na maioria das vezes desnecessária, ela quase chega a estragar um ótimo final de filme.

O filme prende o espectador na história, e deixa os fãs da música sempre tentando relembrar os trechos na memória. A fotografia é um ponto alto do filme, assim como a direção de arte que soube se aproveitar bem da bela arquitetura história de Brasília. Faroeste Caboclo tem tudo para se tornar um filme pop desta geração e o cinema nacional vai aprendendo, aos poucos, a ser comercial sem ser tosco.

Assista ao trailer de Faroeste Caboclo

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