A fórmula é antiga, velhos amigos se encontram para recordar o passado de aventuras. Fracasso de roteiro e direção, Amigos Inseparáveis tem como única atração o elenco formado por Al Pacino, Chistopher Walken e Alan Arkin. Boa parte do longa é empurrado com a barriga em atuações preguiçosas, principalmente de Christopher Walken. O exemplo está na saída do personagem de Pacino da prisão após 28 anos e na recepção feita por Walken. No apartamento do último, o diálogo entre ambos é dos piores que já realizaram na carreira.

Enquanto o personagem sem vida de Walken decide ou não extinguir a amizade com Pacino, o consagrado ator de O Poderoso Chefão e Scarface faz mais do mesmo, interpretando um malandro de bom coração. Entre passeios em bares e bordéis, os amigos contam os minutos para o fim da relação. Walken tem pouco tempo para executar o amigo e enquanto isso observa o deleite do mesmo em suas últimas horas de vida. Alan Arkin levanta o tom comédia do filme, mas seu tempo em tela não é suficiente para ajudar os outros dois amigos.

Quem entenderia a reunião desses três ícones através de um filme desastroso tecnicamente. O outro ponto que desperta atenção é a trilha-sonora assinada por Jon Bon Jovi, não pela qualidade mas pela presença de uma voz familiar. De resto, parece que uma equipe da Sessão da Tarde assinou os créditos da obra. Talvez toda a verba do filme tenha sido destinada ao elenco principal enquanto as demais áreas ficaram orfãs de talento. Mesmo que o cast atraia certo público, a experiência não será das melhores.

Amigos Inseparáveis poderia ter sido filmado com Didi, Dedé e Mussum, se o último ainda fosse vivo. O filme deixa claro como o cinema americano quase sempre se porta nessas reuniões de atores. Algo para ser esquecido na carreira de Pacino, Walken e Arkin e um bom passatempo para quem gosta de ver atores consagrados atirando para cima.

Anúncios