Pobre daquele que confundir Paul W. S. Anderson com Paul Thomas Anderson, o mesmo que trocar vinho por água poluída. W.S. Anderson é o diretor do último Os Três Mosqueteiros, inspirado no romance de Alexandre Dumas. Contudo, do genial autor francês, sobraram apenas o titulo de uma fracassada tentativa de modernização, equivalente à realizada por Guy Hitchie na série Sherlock Holmes.

A atual falta de criatividade despertou uma latente necessidade de refilmagens de literaturas ou mesmo filmes clássicos na tentativa de atrair uma massa saudosista, apaixonada pelo passado de heróis como Robin Hood, Sherlock Holmes e D’Artagnan. Talvez esse espirito medieval seja uma resposta à overdose de heróis quadrinhescos que saltam de todos os cantos para as telas de cinema.

Seria perda de tempo destacar que o filme de W.S. Anderson usa fórmulas desgastadas em um roteiro pobre, fato evidente na construção dos três mosqueteiros, um forte, outro astuto e outro sentimental, just it! Porthos e Aramis são rascunhos de personagens, coadjuvantes de Athos e do teenager D’Artagnan, jovem que brada pela França até esbarrar na dama de companhia da rainha.

O rei francês afeminado e o cardeal Richelieu (o Pink e o Cérebro) são sombras dos personagens de Dumas. Pobre Christoph Waltz, o fenômeno de Tarantino espera recuperar o prestigio após ganhar muito dinheiro. Pobre espectador que após conferir tamanho fracasso reconhece no final aberto a vontade de construção de uma franquia que amedrontaria o próprio Dumas.

Que W. S. Anderson passe longe do Conde de Monte Cristo ou qualquer história clássica mesmo que a adaptação seja de Os Três Porquinhos!

Assista ao trailer de Os Três Mosqueteiros

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