Comentaristas esportivos vuvuzelam a quatro cantos que a derrota da seleção foi uma vergonha, que o Dunga, do momento da convocação em diante, só fez cagada. Alguns até dizem que o que vazou intestino abaixo foi muito fétido, horroroso, esfolado. Outros que o Brasil não teve capacidade de derrubar um time de grande calibre. Afinal, a Holanda foi a única equipe forte que os ‘dunguistas’ pegaram. E, sem mostrar a que vieram, perderam logo de cara. Da Coreia do Norte, acho que até a seleção dos Amigos da Patriarca ganharia por uns 3 a 1, com dois gols do Chucrute e um do Nenê Meio Dedo.

Mas, mesmo com todo essa neura pessimista, há um lado bom nessa história toda. Podemos sonhar com a chance de termos aqueles “craques” aqui no Brasil, de novo.

Comecemos pela frente. O Robinho, que tinha data pra voltar para a Inglaterra, pode ficar por aqui mesmo, no Santos. Se os cartolas do Manchester estudarem o futebol do atacante na Copa, acharão melhor deixá-lo com a gente, treinando ao lado do Ganso e do Neymar, se deus Ricardo Teixeira quiser, futuros camisa 10 e 7. Ponto pro Brasil. Que mané Luis Fabiano no Sevilla. Os são-paulinos querem ver o craque fazendo gols de mão, cutuvelo e braço no Morumba. Mais um gol. E aqueles meias? Daniel Alves, Ramires, Gilberto Silva, Kaká e Felipe Mello, o Rocky Balboa brasileiro. Tudo um bando de mais ou menos. Eles deviam voltar para o Brasil, talvez num clube de médio porte, e aí sim, anos depois, repatriarem-se na Europa. Já mandei fazer a faixa da minha campanha pluralista “Kaká no São Paulo, Felipe Mello na zaga do Santos e Lúcio, volante do Corinthians”. Que Campeonato Brasileiro teríamos, hein?!!!

E o Dunga? Para onde ele foi? Pra onde irá? Ele poderia, talvez, segurar o fardo de técnico da seleção de beisebol da USP. Pelo menos lá, ele poderia chamar desconhecidos.

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