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Há uma luz no fim do túnel. As salas de cinema, antes vazias por diversos conflitos, voltarão a ter os ingressos disputados. A terceira dimensão re-aparece com força, enriquecendo a experiência sensorial do espectador. Televisores Full HD, Home-Theaters e discos Blu-Ray proporcionam conforto mas outras dimensões atraem o público para a sala escura. O alto preço dos ingressos e  a pirataria também contribuiram para a desistência da platéia. Porém há quem pague para vivenciar algo único, distante do convencional.

A indústria do cinema sabe que tem uma carta na manga. O 3D chegará aos lares mas não agora, os grandes estúdios vão lutar para segurar a tecnologia e atrair receita em tempos de crise. As animações engatilham a tecnologia, armada para fazer novos reféns. Quem não fica entusiasmado com algo “novo”? Mas será que o 3D tem pernas suficientes para segurar o público? Talvez a grande resposta esteja em Avatar.

James Cameron promete revolucionar. A publicidade em torno do novo filme do diretor é tão grande quanto o investimento feito na produção. Algumas semanas atrás,  o Avatar Day brindou o mundo com a exibição mundial do trailer e algumas cenas da nova ousadia de Cameron. O homem que levantou 11 estatuetas afundando o navio mais famoso de todos os tempos esperou 12 anos para se envolver na direção de um filme de ficção. Habilmente, ele aguardou o desenvolvimento das ferramentas necessárias a sua nova proposta.

O roteiro fica em segundo plano, não há interesse nele quando nos deparamos com a fotografia do filme e a promessa sensorial. Cameron quer balançar a indústria, colocar o próprio nome entre os revolucionários da sétima arte, porém sua empreitada é sobretudo tecnológica. Aconteceu da mesma forma com Aliens, Exterminador do Futuro 2 e Titanic. Todo cuidado é pouco, o boca-a-boca ainda é importante durante a escolha do filme pelo espectador.

Para não naufragar, Cameron sonha com a batida do Titanic. Em uma sala com mais de 1000 lugares havia quem resistisse de pé nos longos 194 minutos. O diretor sonha em quebrar o próprio recorde da maior bilheteria de todos os tempos. Para isso, Avatar precisará de mais do que a nova tecnologia empregada por Cameron. A experiência tem que ser única mas a história precisa ser boa. O futuro dos Blockbusters está na mão de um diretor experiente. Em 18 de dezembro conheceremos as novas dimensões cinematográficas.

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