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Sam Raimi, figurinha carimbada na Trilogia Homem-Aranha. O diretor volta aos velhos tempos com Arraste-me para o Inferno, filme de terror com ares de Sessão da Tarde. A produção parece uma homenagem aos clássicos do gênero, a abertura com o antigo logo da Universal Pictures revela o ínicio do saudosismo ao passado. Raimi começou a carreira dirigindo filmes de terror, talvez os únicos da filmografia que escapem ao gênero sejam justamente os que lhe projetaram internacionalmente.

Arraste-me para o Inferno tem suas qualidades. O filme torna-se interessante pela  condução das cenas, já que a situação aterrorizante é ao mesmo tempo cômica para o espectador. Um bom exemplo está na relação da personagem principal com a bruxa que a almadiçoa, apesar da violência física, o embate fica engraçado pela conjuntura atrapalhada em todos os encontros entre ambas.

Algumas cenas lembram a franquia do Homem-Aranha, apesar da distância entre os genêros, a forma como Raimi enquadra e trata os personagens, principalmente o casal WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant) junto com os  movimentos rápidos de câmera tem semelhanças com sua versão da saga do personagem da Marvel (e/ou Disney).

Raimi emprega todos os elementos clássicos no terror – Morte, Espíritos, Possessão Demoníaca, Magia Negra, Sacrifícios, Vidência, etc. O diretor não tem medo de ser repetitivo e brinca com os elementos mais comuns do gênero. Porém peca ao fazer um filme sem nenhum diferencial ou contribuição, o terror permanece em uma vala comum, somos forçados a ver cenas previsíveis e sem qualquer criatividade.

Ao final temos a impressão que o filme caminha para um Happy End, mas como o gênero não permite, Raimi rapidamente cria um previsível Turning Point para encerrar a obra. Se fosse uma produção dos anos 80, diria que Raimi teria o próprio filme clássico de terror, mas para o século XXI parece mais do mesmo. Quem for a sala de cinema se assustará ao ver que o terror de Sam Raimi serve pra dar umas boas risadas.

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