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The Beatles! Ah, talvez a maior banda de todos os tempos. Há os que discordem, afirmando que Elvis Presley, Led Zeppelin ou Pink Floyd seriam melhores. Na verdade essas comparações são meras bobagens visto a  importância e influência dessas e outras bandas para o cenário musical. Comparar é um “mal inerente” ao Homem já que desenvolvemos nosso “eu” com fortes influências do “outro”. Portanto é comum comparar Chiclete com Banana.

Porém tenho que deixar a música em segundo plano, se de fato isso for possível, para comentar o filme Across The Universe. A produção está enraizada musicalmente na banda de Liverpool com boas lembranças de Janes Joplin e Jimmi Hendrix. Mixaram o poder musical dos anos 60-70 em um romance aparentemente piegas e de conto de fadas, onde o principe sai do porto de Liverpool e encontra a princesa nos EUA.

Esse caminho pela Disney não prejudica o filme pois 80% do seu poder está na re-leitura da banda mais famosa de Liverpool. Across The Universe é construido através das baladas românticas e pancadas psicodélicas. Trata-se de um Romance/Drama/Musical, sendo que o último gênero é o mais atraente durante todo o filme.

Cabe o destaque para a fotografia do já citado em outros posts, Bruno Delbonnel, que realizou um trabalho tão bom quanto em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Novamente Delbonnel usa cores vibrantes para recriar uma imagem muito mais próxima do LSD do que da realidade do período, apesar da roupa nada discreta dos nossos amigos Hippies.

A Produção acertou na escolha de atores/cantores e no convite a Bono. As re-leituras honraram as versões originais apesar de algumas críticas de fãs beatos que desprezam qualquer leitura não-convencional da música “beatle-sacra”

Entre a nostalgia dos mais velhos e a descoberta dos jovens temos um bom convite a diversão. Não foi a maior homenagem do cinema aos Beatles porém é digna de consideração e aplauso.

Nothing is Gonna Change My World!

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