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O Título deste post é bem explanado pelo curta-metragem “A invenção da Infância” de Liliana Sulzbach. A obra retrata com simplicidade qual o estado da infância no Brasil, na maioria das vezes usurpada pela miséria e/ou alienação.

O conceito de infância é recente se comparado aos séculos nos quais a criança era considerada apenas um “Adulto em Miniatura”. Mesmo com essa evolução conceitual percebemos o despreparo da sociedade com a faixa etária, por vezes desconhecida e esquecida pelos pais. Afinal o que devem fazer as crianças? Apenas brincar? Estudar? São perguntas comuns aos pais, o medo reside no desenvolvimento desse ser com capacidade subestimada.

O brincar é uma etapa fundamental para a construção da infância.  Como evidenciado anteriormente, a miséria é um entrave se observarmos o número absurdo de crianças que trabalham para complementar renda da família. Tolice pensar que essa situação ocorra apenas na região nordeste, ponto mais agudo. O trabalho infantil está presente em diversas cidades. Quantas vezes mais negaremos a existência das crianças vendendo balas nos semáforos ou trabalhando para o tráfico?

O evidente crescimento desordenado passa pela falência da educação pública e chega aos gabinetes corruptos de um país onde a palavra social virou sinônimo de esmola.

Por quanto tempo assistiremos a esse assalto da infância sem nos mobilizar?

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