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Não sou fã do tipo de Literatura desenvolvida pelo estadunidense Dan Brown, porém fica dificil criticar o autor sem ter feito qualquer leitura de suas obras. Acompanhei o estardalhaço feito pelo livro e filme O Código Da Vinci, uma trama recheada de conspirações onde o tema principal era um suposto casamento de Jesus com Maria Madalena. O resultado desse relacionamento seria uma filha escondida pelo Priorado de Sião, uma organização secreta e duvidosa.

Obviamente a Igreja Católica repudiou qualquer discussão a respeito desse tema e enfatizou sua posição contra tudo que envolvesse “O Código Da Vinci”. A rejeição do Vaticano contribuiu e estimulou a venda de milhares de livros, colocando a obra como um dos Best Sellers mais vendidos de todos os tempos. Brown enriqueceu financeiramente e Hollywood viu uma boa oportunidade de lucrar adaptando a história para as telas de cinema.

O filme estrelado por Tom Hanks e dirigido por Ron Howard não passa de mediano, não atingindo o misticismo que envolve o livro, apesar de ir bem no quesito técnico. Talvez o desgosto com o filme seja fruto do contato prévio dos espectadores com o livro e história de Brown. Entre as fortes expectativas lançadas sobre o filme, perdemos a surpresa do enredo em 149 minutos torturantes.

O sucesso de Brown e de suas obras parece atrelado ao conservadorismo da Igreja, uma instituição milenar e recheada de segredos e tradições. A Igreja Católica evoluiu pouco em sua doutrina apesar do baque causado pela Reforma Protestante. Muitos documentos ainda permanecem sob sigilo no Vaticano. Essa falta de transparência quanto a sua história e todo o enigma que perdura sobre a existência de um Ser supremo fazem da Igreja um bom ambiente para qualquer narrativa pautada no suspense e na conspiração. Brown foi esperto ao interligar momentos e personagens históricos em sua narrativa. A Ficção começou a ser estudada como Realidade e diversas pesquisas tecem comentários sobre os temas desenvolvidos no “O Código Da Vinci”.

Enquanto a Igreja  se esconder das discussões públicas continuaremos sob os olhares de Anjos e Demônios.

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